Vozes Alfonsinas

Origem: Leiria

Géneros: musica antiga

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Desde a sua primeira apresentação no Castelo de Leiria em Junho de 1995, o grupo “Vozes Alfonsinas” tem-se afirmado no panorama nacional como um dos seus mais criativos e sólidos grupos musicais. Em 1998, foi publicado na Galiza um primeiro disco compacto das “Vozes Alfonsinas”, com as melodias de Martin Codax. Em 1997, o grupo gravou um CD dedicado ao vilancico renascentista, publicado pela EMI-Classics em 2001.

Em 1999/2000, novo CD intitulado “O Tempo dos Trovadores” (cantigas de D. Dinis, Cantigas de Santa Maria, canções árabo-andaluzas) para a etiqueta Strauss/ PortugalSom, foi considerado pela crítica “um marco na discografia portuguesa”, evidenciando “grande consciência estilística” (Público) e uma “sonoridade de grande clareza” (Expresso). Classics Today declarou: “it’s a fine bit of work, recommended for anyone interested in medieval music—or just looking for something very old and different.” Em 2000, o grupo gravou ainda um CD dedicado à música da liturgia bracarense (Ofício de S. Geraldo e cânticos natalícios) a propósito do qual, na revista Plainsong & Medieval Music, se afirmou com admiração: “the singing is of exquisite purity” ( (J. F. Weber), destacando-se “the beauty of the voices” (E. Hornby); em 2002, foi gravado o disco “Mon seul plaisir”, baseado no códice 714 da Biblioteca Pública do Porto (inédito); e em 2008, novo disco, “Dos Visigodos a Dom Sebastião”, para uma Antologia de música em Portugal na Idade Média e no Renascimento, em dois volumes, com a qual se publicou também o CD gravado em 2000. Estes CDs foram assim comentados por António Marujo (Além-Mar): “Com momentos de uma grande comoção e intensidade, estes discos mostram também a maturidade e ineditismo do trabalho feito por Manuel Pedro Ferreira e pelas Vozes Alfonsinas. Uma obra incontornável para saber de onde vimos.”

As Vozes Alfonsinas têm actuado, em Portugal, para diversas entidades públicas, municipais e religiosas, destacando-se cinco gravações ao vivo para a Antena 2 (incluindo duas das três atuações no Centro Cultural de Belém), uma gravação para a RTP (programa “Percursos da música portuguesa”), a sua participação no Festival de Música de Leiria, nas Festas de Lisboa, no Festival “Música em S. Roque”, no Festival do Atlântico (Açores), no Festival de Música Medieval de Sesimbra, no Festival de Música de Alcobaça, no Festival do Estoril, no Festival “Terras sem sombra” e nos “Dias da Música” no CCB. Atuou também, com grande sucesso, em Pesaro (Itália), Amsterdão (Holanda), Washington (EUA), Cáceres e Valencia de Alcántara (Espanha).