Nicolau Santos

Origem: Luanda, Angola

Géneros: jazz

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Ganhou o gosto pela poesia em África, no início dos anos 70, na Faculdade de Economia da Universidade de Luanda onde colaborava com o Boletim Universitário, escolhendo poemas de nacionalistas angolanos (Viriato da Cruz, Alda Lara, Aires de Almeida Santos, Cochat Osório, Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, etc) para divulgar nessa publicação. Ao mesmo tempo, começou a escrever a sua própria poesia.

Após a vinda para Portugal, outubro de 1975, ao mesmo tempo que conclui o curso de Economia no Instituto Superior de Economia, aprofunda o seu interesse pela poesia portuguesa, brasileira e das ex-colónias, sendo a trilogia «No Reino de Caliban», de Manuel Ferreira, um dos seus livros de referência.

É já na década de 80 que lança, em edição de autor e com desenhos de Amílcar Soares, o seu primeiro livro de poesia, «Os cavalos e os nenúfares», de distribuição gratuita. No quadro da sua atividade como jornalista da área económica, que iniciou em 1 de outubro de 1980, começa a juntar às suas análises extratos de poemas que reforçam os seus pontos de vista. Frequenta com assiduidade as sessões de poesia que Mário Viegas realiza, num teatro no Chiado. Mais tarde, já como diretor do Diário Económico, convida Mário Viegas para manter uma crónica quinzenal no jornal, em alternância com o escritor e editor Luiz Pacheco.